Glossário de Vendas

As metodologias, métricas e termos que todo time comercial precisa dominar — explicados de forma direta, em português.

Processo de Vendas

ABM (Account-Based Marketing)

ABM é a estratégia que inverte o funil: em vez de atrair muitos leads e filtrar, escolhe primeiro as contas-alvo de alto valor e concentra marketing e vendas nelas, de forma personalizada. Pesca com arpão, não com rede.

B2B (Business to Business)

B2B é a venda de empresa para empresa — em oposição ao B2C, de empresa para consumidor. Define um jogo próprio: decisões coletivas, ciclos mais longos, tickets maiores e relacionamento que importa tanto quanto produto.

Buyer persona

Buyer persona é o retrato semificcional da pessoa que compra de você: cargo, objetivos, medos, critérios de decisão e como pesquisa. Enquanto o ICP define a empresa-alvo, a persona define o humano com quem a conversa acontece.

Cadência de reativação

Cadência de reativação é a sequência estruturada de contatos para recuperar negócios esfriados e leads antigos — propostas que morreram no silêncio, clientes que sumiram, oportunidades marcadas como perdidas. O pipeline mais barato que existe: já foi pago para ser gerado.

Cadência de vendas

Cadência de vendas é a sequência planejada de tentativas de contato com um lead — quantos toques, em quais canais e com que intervalo. É o que transforma prospecção e follow-up de improviso em processo repetível.

Canais de vendas

Canais de vendas são os caminhos pelos quais o produto chega ao cliente: venda direta (seu time), parceiros e revendas, self-service, marketplaces. A escolha do mix define custo de aquisição, controle sobre a experiência e velocidade de escala.

Carteira de clientes

Carteira de clientes é o conjunto de contas sob responsabilidade de um vendedor ou da empresa — o ativo comercial mais valioso e mais mal gerido. Carteira bem trabalhada gera recorrência, expansão e indicação; carteira abandonada é churn silencioso em câmera lenta.

Cold call

Cold call (ligação fria) é a ligação de prospecção para alguém que não esperava seu contato. Continua sendo um dos canais mais rápidos para gerar reunião em B2B — quando feita com pesquisa, roteiro e proposta de valor clara nos primeiros 20 segundos.

Cold email

Cold email é o e-mail de prospecção enviado a quem nunca pediu seu contato. Bem feito — curto, personalizado, com um pedido claro — ainda é um dos canais mais escaláveis de outbound B2B; mal feito, é spam com assinatura corporativa.

Decisor de compra

Decisor é quem tem a palavra final na compra — quem assina, aprova o orçamento e responde pelo resultado. Vender sem mapear o decisor é o erro estrutural mais caro do B2B: meses de negociação com quem só pode dizer 'vou levar internamente'.

Demo (demonstração de vendas)

Demo é a reunião em que o vendedor demonstra a solução funcionando para o cliente. A regra que separa demos que fecham das que entediam: mostrar o produto resolvendo o problema específico daquele cliente, não passear por todas as funcionalidades.

Discovery Call

Discovery call é a reunião de descoberta — a primeira conversa estruturada com um lead qualificado, na qual o vendedor investiga contexto, dores, impacto e processo de decisão antes de apresentar qualquer solução. É a etapa que mais influencia o resultado da venda.

Dor do cliente

Dor do cliente é o problema que motiva (ou deveria motivar) a compra — a distância entre a situação atual e a desejada, com custo real. Vendas vivem de dor: sem dor reconhecida, não há urgência; sem urgência, não há decisão.

Downsell

Downsell é oferecer uma versão menor quando o cliente não pode (ou não quer) a oferta principal: plano de entrada em vez de perder a venda, redução de escopo em vez de cancelamento. A arte de preservar o relacionamento — e a receita — quando o sim completo não vem.

Escuta ativa

Escuta ativa é ouvir para entender, não para responder: atenção plena, confirmação do que foi dito e perguntas que aprofundam. Em vendas, é a habilidade que transforma reunião em diagnóstico — e a mais rara, porque o instinto do vendedor é falar.

Fechamento de vendas

Fechamento é a etapa em que a negociação vira contrato — o pedido da decisão. Nas vendas modernas, deixou de ser truque de pressão do último minuto: fechamento bom é consequência natural de descoberta, valor e próximos passos bem construídos ao longo do processo.

Flywheel

Flywheel é o modelo de crescimento que substitui o funil linear por um ciclo que gira sozinho: clientes bem-sucedidos geram indicações, provas e expansão, que geram novos clientes com menos atrito. O cliente sai do fim do processo e vira o motor dele.

Follow-up

Follow-up é o acompanhamento estruturado de um lead ou oportunidade após um contato — a sequência de mensagens, ligações e e-mails que mantém a negociação avançando. Em vendas B2B, grande parte dos negócios se decide no follow-up, não na primeira reunião.

Forecast de Vendas

Forecast de vendas é a previsão de quanta receita o time comercial vai fechar em um período, baseada nas oportunidades do pipeline, suas probabilidades e o histórico de conversão. É a métrica que conecta vendas ao planejamento financeiro da empresa.

Funil de vendas

Funil de vendas é a representação das etapas que um cliente percorre do primeiro contato até a compra — e de quantos avançam em cada passagem. É a ferramenta básica para diagnosticar onde a operação comercial perde negócios.

Ghosting (cliente que some)

Ghosting é quando o cliente some no meio da negociação: para de responder mensagens, não atende, ignora follow-ups — sem nunca dizer não. Um dos maiores drenos silenciosos de pipeline em vendas B2B, e quase sempre sintoma de algo que faltou nas conversas anteriores.

ICP (Perfil de Cliente Ideal)

ICP (Ideal Customer Profile) é a descrição objetiva do tipo de empresa que mais tem a ganhar com sua solução — e com quem você mais ganha: fecha mais rápido, paga melhor e permanece mais tempo. É o filtro que decide quem merece o esforço de prospecção.

Inbound

Inbound é o modelo em que o cliente chega até a empresa — atraído por conteúdo, anúncios, busca ou indicação — e o time comercial qualifica e converte esse interesse. O oposto complementar do outbound, onde a empresa vai atrás do cliente.

Inside sales

Inside sales é o modelo de vendas remoto: todo o processo — prospecção, reuniões, negociação e fechamento — acontece por videochamada, telefone e WhatsApp, sem visita presencial. É o padrão do B2B moderno pela economia de tempo e escala que proporciona.

Jornada de compra

Jornada de compra é o caminho que o cliente percorre da descoberta do problema à decisão: aprendizado, reconhecimento da dor, consideração de soluções e escolha. Vender bem é encontrar o cliente onde ele está na jornada — não onde o vendedor queria que estivesse.

Lead qualificado (MQL e SQL)

Lead qualificado é o contato que passou por critérios objetivos de fit e interesse — vale o tempo do time comercial. MQL é o qualificado pelo marketing; SQL, o validado por vendas como oportunidade real. A régua entre os dois define a eficiência do funil.

Mutual Action Plan (MAP)

Mutual Action Plan é o cronograma construído junto com o cliente: os passos, donos e datas entre hoje e a solução implantada. Transforma 'vamos avançando' em compromisso escrito — e revela em semana um quem está comprando de verdade e quem está só conversando.

Negociação comercial

Negociação comercial é a etapa em que vendedor e cliente ajustam os termos do acordo — preço, escopo, prazos, condições. Negociar bem não é ceder até fechar: é trocar concessões por contrapartidas protegendo o valor construído na venda.

No-show

No-show é quando o cliente não aparece na reunião agendada, sem avisar. Em vendas B2B, taxas de 20–30% são comuns em operações sem processo de confirmação — um imposto silencioso sobre a agenda e o pipeline do time.

Nutrição de leads

Nutrição de leads é manter relacionamento com contatos que ainda não estão prontos para comprar — conteúdo, valor e presença até o momento de compra chegar. É o que separa 'lead perdido' de 'lead que fecha daqui a seis meses'.

Objeções de vendas

Objeções de vendas são as barreiras que o cliente levanta antes de comprar — 'está caro', 'preciso pensar', 'já uso outra solução'. Não são um 'não': são pedidos de mais segurança que, bem tratados, aproximam o fechamento.

Onboarding de vendedores

Onboarding de vendedores é o processo estruturado que leva o contratado do primeiro dia à primeira venda consistente: produto, mercado, processo, prática e acompanhamento. A diferença entre rampa de 2 meses e de 6 não é o talento do novato — é a qualidade do onboarding.

Outbound

Outbound é o modelo de vendas em que a empresa vai ativamente atrás do cliente — lista, aborda e qualifica quem nunca pediu contato. É o motor de previsibilidade das operações B2B: você escolhe quem abordar, em vez de esperar quem chega.

Passagem de bastão (handoff)

Passagem de bastão é a transferência formal de um cliente entre etapas e times: do SDR ao closer, do closer ao onboarding, do onboarding ao CS. Cada handoff mal feito perde contexto, repete perguntas e esfria momentum — e a maioria das operações faz todos no improviso.

Pipeline de Vendas

Pipeline de vendas é a representação visual de todas as oportunidades em andamento, organizadas pelas etapas do processo comercial — da qualificação ao fechamento. É a ferramenta central de gestão do dia a dia do time de vendas.

Pitch de vendas

Pitch de vendas é a apresentação concisa que conecta o problema do cliente à sua solução — o argumento central de por que vale avançar. Bom pitch não é monólogo decorado: é a resposta certa, na hora certa, ancorada no que o cliente disse.

Playbook de Vendas

Playbook de vendas é o documento que padroniza como a empresa vende: etapas do processo, perguntas de descoberta, pitch, respostas a objeções, critérios de qualificação e regras de negociação. É o manual que transforma a venda de talento individual em processo replicável.

PoC e piloto

PoC (prova de conceito) e piloto são formas de o cliente testar a solução antes do contrato cheio: a PoC valida que funciona tecnicamente; o piloto valida que gera valor na operação real. Bem desenhados, aceleram a decisão; mal desenhados, viram teste eterno que ninguém aprova.

Política de desconto

Política de desconto é o conjunto de regras que define quem pode dar desconto, de quanto, em troca de quê e com que aprovação. Sem ela, o desconto vira reflexo de pressão — e a margem do trimestre escorre em concessões que ninguém autorizou nem mediu.

Pós-venda

Pós-venda é tudo que acontece depois da assinatura: onboarding, suporte, acompanhamento, renovação e expansão. É onde a promessa da venda vira experiência — e onde se decide se o cliente indica, renova e compra mais, ou entra na estatística de churn.

Pré-vendas

Pré-vendas é a etapa (e o time) que prepara a venda antes do vendedor entrar em campo: prospecção, qualificação e agendamento de reuniões com leads que valem o tempo do closer. No Brasil, virou sinônimo da função de SDR/BDR.

Proposta comercial

Proposta comercial é o documento que formaliza a solução, o escopo, o preço e as condições para o cliente decidir. As melhores não apresentam novidade: confirmam por escrito o que já foi alinhado em conversa — proposta boa é a que chega pré-vendida.

Prospecção

Prospecção é o trabalho de encontrar e abordar potenciais clientes para gerar novas oportunidades de venda. É a etapa que alimenta o funil — sem prospecção consistente, o pipeline seca e a receita oscila.

Ramp-up

Ramp-up é o período entre a contratação de um vendedor e o momento em que ele atinge produtividade plena — geralmente medido como o tempo até bater a meta de forma consistente. Encurtar o ramp-up é uma das alavancas mais baratas de crescimento de receita.

Rapport

Rapport é a conexão de confiança que se estabelece entre vendedor e cliente numa conversa — a sensação de estar falando com alguém que entende e está do mesmo lado. Em vendas, é o que abre espaço para perguntas difíceis e respostas honestas.

Revisão de pipeline

Revisão de pipeline (pipeline review) é o ritual de gestão em que gestor e vendedor examinam os negócios em aberto: o que é real, o que travou, qual o próximo passo de cada um. Bem feita, é coaching com dados; mal feita, é interrogatório semanal de status.

RFP (Request for Proposal)

RFP é o processo formal de concorrência em que o cliente envia requisitos e pede propostas comparáveis de vários fornecedores. Comum em contas grandes e governo, tem regra própria: quem só responde RFP que não ajudou a moldar geralmente é o preço de referência do vencedor.

Sales Coaching

Sales coaching é o processo contínuo de desenvolvimento individual dos vendedores pelo gestor, baseado na observação de conversas reais e em feedback específico e acionável. Diferente do treinamento pontual, o coaching acompanha a execução no dia a dia.

Script de vendas

Script de vendas é o roteiro que orienta o vendedor durante uma abordagem, ligação ou reunião — as perguntas, argumentos e respostas a objeções que o time deve usar. Bem feito, é um guia de raciocínio; mal feito, vira texto decorado que o cliente percebe.

Sinais de compra

Sinais de compra (buying signals) são os comportamentos que revelam que o cliente está caminhando para a decisão: perguntas sobre implementação, preço e prazo, envolvimento de novas pessoas, urgência no tom. Quem os lê avança na hora certa; quem ignora, empurra pitch em quem já queria fechar.

Social selling

Social selling é usar redes sociais — sobretudo LinkedIn e Instagram — para construir autoridade, criar relacionamento e gerar oportunidades de venda. Não é vender no inbox: é ser encontrado, lembrado e respeitado antes da conversa comercial começar.

Treinamento de vendas

Treinamento de vendas é o desenvolvimento estruturado das habilidades comerciais do time — de produto a técnicas de conversa. O que funciona: prática recorrente sobre conversas reais. O que não funciona: o workshop anual motivacional que evapora em duas semanas.

Upsell e cross-sell

Upsell é vender uma versão maior ou mais completa do que o cliente já usa; cross-sell é vender um produto complementar. Juntos formam a receita de expansão — o crescimento mais barato que existe, porque acontece dentro de quem já confia em você.

Vendarketing (Smarketing)

Vendarketing — ou smarketing — é o alinhamento estruturado entre vendas e marketing: metas compartilhadas, régua de lead acordada e feedback constante entre os times. O antídoto para a guerra clássica 'os leads não prestam' vs 'vendas não trabalha os leads'.

Vendas complexas

Vendas complexas são negociações com múltiplos decisores, ciclo longo, ticket alto e risco percebido relevante — onde o comprador precisa de processo para decidir e o vendedor precisa de método para conduzir. O território das metodologias, dos champions e dos comitês.

Vendas enterprise

Vendas enterprise são vendas para grandes corporações: ciclos de meses, comitês extensos, compras e jurídico no circuito, contratos altos. O extremo das vendas complexas — onde processo, paciência e presença de conta valem mais que velocidade.

Tecnologia de Vendas

Análise de Conversas (Conversation Intelligence)

Análise de conversas, ou conversation intelligence, é a tecnologia que grava, transcreve e analisa automaticamente as conversas de vendas com IA, extraindo insights como objeções, aderência à metodologia e performance do vendedor.

CRM

CRM (Customer Relationship Management) é o sistema que centraliza clientes, negócios e interações do time comercial — o registro oficial do pipeline. Indispensável e, ao mesmo tempo, cego para o que decide as vendas: o conteúdo real das conversas.

Gamificação de vendas

Gamificação de vendas é aplicar mecânicas de jogo — placares, rankings, desafios, conquistas — à rotina comercial para gerar energia e consistência. Funciona quando premia comportamento certo e visível; degenera quando vira ranking de resultado que só os mesmos três ganham.

Inteligência de Vendas (Sales Intelligence)

Inteligência de vendas é o uso de dados e IA para entender e melhorar o processo comercial — capturando o que acontece em reuniões, ligações e mensagens e transformando essas interações em insights de performance, coaching e previsibilidade de receita.

Lead scoring

Lead scoring é a pontuação automática de leads por fit e comportamento — quem se parece com seu cliente ideal e demonstra interesse ganha prioridade. É o mecanismo que decide quem o comercial aborda primeiro quando há mais leads que tempo.

Roleplay de vendas

Roleplay de vendas é o treino simulado de conversas comerciais: alguém faz o papel do cliente e o vendedor pratica abordagem, descoberta, objeções e fechamento em ambiente seguro. É a prática deliberada de vendas — errar no ensaio para acertar no jogo.

Sales enablement

Sales enablement é a disciplina de equipar o time de vendas com o que ele precisa para vender melhor: conteúdo, treinamento, processos e ferramentas. É a resposta estruturada à pergunta 'por que só os top performers vendem bem?'

Sales engagement

Sales engagement é a disciplina (e a categoria de ferramentas) de orquestrar as interações do time com prospects em escala: cadências multicanal, sequências, priorização de tarefas e medição do que funciona. O braço de execução da prospecção moderna.

Metodologias de Vendas

Ancoragem de preço

Ancoragem é o viés cognitivo pelo qual o primeiro número apresentado vira a referência de toda a negociação. Em vendas, quem ancora primeiro — e bem — define se a conversa será 'está caro' ou 'faz sentido pelo que entrega'.

BANT

BANT é um framework de qualificação de leads criado pela IBM que avalia quatro critérios: Budget (orçamento), Authority (autoridade), Need (necessidade) e Timing (prazo). Um lead que atende aos quatro tem alta chance de fechar.

Challenger Sale

Challenger Sale é uma metodologia de vendas baseada na pesquisa de Matthew Dixon e Brent Adamson, segundo a qual os vendedores de melhor performance em vendas complexas são os 'desafiadores': ensinam algo novo ao cliente, adaptam a mensagem e assumem o controle da venda.

Gatilhos mentais

Gatilhos mentais são atalhos de decisão do cérebro humano — escassez, prova social, autoridade, reciprocidade — que, usados com ética, ajudam o cliente a decidir. Em vendas B2B, funcionam quando ancorados em fatos; viram truque barato quando inventados.

MEDDIC

MEDDIC é um framework de qualificação para vendas enterprise que avalia seis critérios: Metrics, Economic Buyer, Decision Criteria, Decision Process, Identify Pain e Champion. É usado para prever e destravar negócios complexos com múltiplos decisores.

NEPQ

NEPQ (Neuro-Emotional Persuasion Questions) é uma metodologia de vendas criada por Jeremy Miner baseada em perguntas que reduzem a resistência do comprador, fazendo o próprio cliente verbalizar o problema, as consequências e o desejo de mudança.

Prova social

Prova social é a evidência de que outros — parecidos com o comprador — já escolheram você e tiveram resultado: cases, depoimentos, números de clientes, reviews. O gatilho mental mais poderoso do B2B, porque terceiriza a confiança que o vendedor sozinho não consegue pedir.

Receita previsível

Receita Previsível (Predictable Revenue) é o modelo popularizado por Aaron Ross: especializar o time (SDR prospecta, closer fecha), gerar pipeline outbound de forma sistemática e transformar vendas de arte individual em máquina previsível. O livro que virou blueprint do B2B moderno — inclusive no Brasil.

SPIN Selling

SPIN Selling é uma metodologia de vendas consultivas baseada em quatro tipos de perguntas — Situação, Problema, Implicação e Necessidade de solução — criada por Neil Rackham para conduzir vendas complexas.

Storytelling em vendas

Storytelling em vendas é usar narrativas — de clientes, de transformação, de fracasso e virada — para tornar o argumento memorável e emocionalmente real. Dados convencem a planilha; histórias convencem a pessoa que preenche a planilha.

Venda consultiva

Venda consultiva é o modelo em que o vendedor atua como consultor: diagnostica o problema do cliente antes de prescrever solução. O oposto da venda transacional de catálogo — vende-se o resultado do diagnóstico, não a lista de funcionalidades.

Funções Comerciais

BDR (Business Development Representative)

BDR é o profissional de pré-vendas focado em gerar oportunidades do zero via prospecção ativa (outbound): listas, cold calls, e-mails e social selling. Enquanto o SDR tipicamente qualifica leads que chegam, o BDR caça onde o lead ainda não sabe que precisa.

Campeão interno (champion)

Campeão interno é a pessoa dentro da empresa-cliente que compra sua causa e vende por você quando você não está na sala — defende a solução no comitê, abre portas e avisa dos bastidores. Em vendas complexas, negócios sem champion raramente fecham.

Closer

Closer é o vendedor responsável pela etapa final do funil: conduz reuniões de diagnóstico e demonstração, contorna objeções, negocia e fecha o contrato. Recebe leads já qualificados pelo SDR e é medido principalmente por receita e taxa de conversão.

Customer Success (CS)

Customer Success é a função responsável por garantir que o cliente alcance o resultado que comprou — onboarding, adoção, acompanhamento e expansão. Em negócios recorrentes, é onde a venda se confirma: a assinatura abre a receita; o sucesso do cliente a mantém e amplia.

Gestor comercial

Gestor comercial é quem responde pelo resultado do time de vendas: define estratégia e metas, gerencia pipeline e forecast, treina e desenvolve vendedores. O multiplicador (ou gargalo) da operação — nenhum time performa consistentemente acima do seu gestor.

Hunter e Farmer

Hunter e farmer são os dois perfis clássicos de vendedor: o hunter caça — prospecta, abre portas e fecha contas novas; o farmer cultiva — mantém, aprofunda e expande as contas existentes. Perfis diferentes, métricas diferentes, e um erro comum: exigir os dois da mesma pessoa.

Sales Ops (Operações de Vendas)

Sales Ops é a função que faz a máquina comercial rodar: processos, ferramentas, dados, metas e territórios — para que vendedores gastem tempo vendendo, não administrando. É a engenharia por trás da performance do time.

SDR (Sales Development Representative)

SDR (Sales Development Representative) é o profissional de pré-vendas responsável por prospectar, qualificar leads e agendar reuniões para os closers. Ele é o primeiro contato humano do funil e filtra quem realmente tem perfil de compra.

Métricas de Vendas

CAC (Custo de Aquisição de Cliente)

CAC (Custo de Aquisição de Cliente) é o valor total investido em marketing e vendas dividido pelo número de novos clientes conquistados no período. Mostra quanto custa, em média, trazer cada cliente para dentro.

Categorias de forecast

Categorias de forecast são as faixas de confiança em que os negócios do pipeline são classificados para prever receita: commit (vai fechar), best case (pode fechar), pipeline (em jogo), omitted (fora da conta). A disciplina que separa previsão de chute organizado.

Churn

Churn é a taxa de clientes (ou receita) que a empresa perde num período — o vazamento do balde. Em negócios recorrentes, é a métrica que decide se o crescimento compõe ou se a empresa corre para ficar no lugar.

Ciclo de Vendas

Ciclo de vendas é o tempo médio entre o primeiro contato com um lead e o fechamento do contrato, passando por qualificação, diagnóstico, proposta e negociação. Quanto mais curto o ciclo, mais vendas o mesmo time consegue fazer.

Cobertura de pipeline

Cobertura de pipeline é a razão entre o pipeline aberto e a meta do período — a régua clássica diz 3x: para fechar 100, tenha 300 em negociação. É o indicador que responde, com semanas de antecedência, se a meta é matematicamente possível.

Comissão de vendas

Comissão de vendas é a remuneração variável atrelada ao resultado do vendedor — percentual sobre o que fecha, bônus por meta, aceleradores. É a ferramenta de gestão mais poderosa do comercial: o time otimiza exatamente o que o plano de comissão paga.

Health score

Health score é o indicador composto que mede a saúde de cada cliente — uso do produto, engajamento, resultado, pagamentos — num número ou farol. É o radar do customer success: mostra quem vai renovar, quem vai expandir e quem vai cancelar, antes de qualquer aviso formal.

KPIs de vendas

KPIs de vendas são os indicadores-chave que medem a saúde e a performance da operação comercial — de atividade (reuniões, propostas) a resultado (receita, win rate). O segredo não é medir tudo: é escolher poucos números que expliquem o resultado e apontem ação.

LTV (Lifetime Value)

LTV (Lifetime Value) é a receita total que um cliente gera ao longo do relacionamento com a empresa. Junto com o CAC, forma a equação básica de viabilidade do negócio: quanto cada cliente vale versus quanto custou conquistá-lo.

Meta de vendas

Meta de vendas (quota) é o objetivo de resultado que cada vendedor e o time devem atingir num período — em receita, contratos ou MRR. Bem construída, direciona energia e remuneração; mal construída, gera desistência em silêncio ou venda ruim que vira churn.

MRR (Receita Recorrente Mensal)

MRR (Monthly Recurring Revenue) é a receita recorrente mensal — a soma previsível do que os contratos ativos geram por mês. É a métrica central de qualquer negócio por assinatura: mede tamanho, cresce por vendas e expansão, encolhe por churn.

NPS (Net Promoter Score)

NPS é a métrica de lealdade baseada numa pergunta: 'de 0 a 10, quanto você recomendaria nossa empresa?'. Promotores (9-10) menos detratores (0-6) dão o score. Simples de medir, poderoso quando gera ação — decorativo quando vira só número de slide.

OKR (Objectives and Key Results)

OKR é o método de metas que combina um objetivo qualitativo inspirador com 2 a 4 resultados-chave mensuráveis. Em vendas, complementa a meta de receita: a quota diz quanto entregar; os OKRs dizem o que melhorar na máquina para que a quota fique mais fácil.

SPIFF

SPIFF é um incentivo de curto prazo pago por um comportamento específico: bônus extra por vender determinado produto, fechar até uma data ou destravar uma métrica no mês. A ferramenta certa para redirecionar energia rapidamente — e a errada para consertar comissão mal desenhada.

Taxa de Conversão

Taxa de conversão é o percentual de leads ou oportunidades que avançam de uma etapa do funil para a seguinte — ou que viram clientes. Calcula-se dividindo o número de conversões pelo total de entradas na etapa, multiplicado por 100.

Ticket Médio

Ticket médio é o valor médio gerado por venda ou por cliente em um período. Calcula-se dividindo a receita total pelo número de vendas. É uma das três alavancas da receita, junto com volume de clientes e frequência de compra.

Win rate

Win rate é o percentual de oportunidades que o time transforma em contrato fechado — negócios ganhos ÷ negócios encerrados. É a métrica que mede a qualidade da execução comercial, separada do volume: pipeline mede quanto entra; win rate mede o que o time faz com ele.

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